domingo, 6 de dezembro de 2015

Marina



Marina, mulher menina. Abandona o laço rosa e a sapatilha de bailarina. O sonhar acordada, os versos no diário. O ser estabanada, idealista, romântica incurável, a bênção do irreal mundo rosa claro.  

Marina, transitória. Mede as palavras, os passos, cuida de si. Guarda a memória do tempo que foi embora, enquanto ela ficou por aqui. Inconfortável na própria pele e na eterna necessidade de carinho, buscando as asas que se perderam no caminho.

Vivendo preto, branco e tons de cinza. Problemas de verdade, mundo de adulto. Repleto de maldade e gente ranzinza. Quem quer para si, isso tudo? Não somos todos, no fundo, um pouco Marina?

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